Escrever

Escrever, para mim, é uma busca constante de equilíbrio entre aquilo que desejo e aquilo que posso e devo expressar. Certa vez, um professor me disse “Marcos, seus textos têm um ‘não-sei-o-quê’ que me intriga, continue!”. E lá se vão mais de 20 anos… Durante esse tempo, escrevi sobretudo o que eu devia: trabalhos finais de disciplinas, projetos de pesquisa, monografia, dissertação e tese. O prazer da escrita se misturava à obrigação de produzir e, no final das contas, era apenas o alívio da tarefa cumprida que permanecia. Hoje, escrevo porque tenho vontade, porque quero colocar para fora algo agarrado na garganta, porque quero tão simplesmente atender ao pedido do meu professor e fazer esse “não-sei-o-quê” intrigar muitos outros.