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À propos des ipês et des souvenirs
Par Marcos Roberto Machado L’autre jour, j’ai lu un article sur un site d’information de la ville de Serra qui m’a fait remonter le temps. L’article parlait d’un projet de la mairie visant à planter des arbres le long de certaines avenues de la ville. L’idée était de planter des ipês, ces arbres typiquement brésiliens…
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Sobre ipês e memórias
Por Marcos Roberto Machado Outro dia, li uma notícia em um portal de notícias da Serra que me fez voltar no tempo. A matéria era sobre um projeto desenvolvido pela Prefeitura para arborizar algumas avenidas do município. A ideia era plantar ipês em determinadas avenidas, escolhendo uma cor específica para as árvores, de forma a…
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E esse tal de protagonismo estudantil…
Já faz algum tempo que uma expressão vem me incomodando na escola, não pelo fato de ela existir, mas pela força simbólica e reivindicatória que ela perdeu com o tempo, passando a flertar descaradamente com o caricato e irônico. Quando falo em protagonismo estudantil volto algumas décadas no passado, quando a participação ativa dos jovens…
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O inglês que não servia
Em 2001, aos dezoito anos, recebi um convite que, para mim, tinha qualquer coisa de desafiador: voltar à escola onde eu havia estudado para trabalhar como professor. A escola ficava na roça. E eu conhecia bem aquele lugar. Até poucos anos antes, eu estava do outro lado da sala de aula, sentado numa carteira como…
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Porque elas escolheram ficar
Nunca fui de festejar o Halloween, mas vivendo em Dublin percebi o quanto esse evento mobilizava a cidade e, claro, se era para viver uma experiência sociocultural plena, não poderia deixar passar essa data. Havia uma estranha coincidência entre o Halloween e as despedidas. Ambos pareciam depender da mesma matéria-prima: pessoas disfarçadas de alguma coisa…
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Um sonho com prazo para ontem
Em 2008, eu ainda estava bem no início de minha docência em francês, subindo degrau por degrau e, sonhando. Não sabia, ainda, que alguns sonhos, quando finalmente se realizam, tratam de chegar acompanhados de um pequeno detalhe burocrático, desses capazes de transformar a euforia em desespero em questão de minutos. Naquele ano, eu me inscrevi…
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Aquilo que (não) faz sentido
Como todos os dias, chego à escola antes das sete. O portão ainda fechado para os alunos, o pátio com aquele silêncio que dura pouco. Carrego comigo o material da aula, mas também uma inquietação que já virou rotina: como despertar interesse em quem, aparentemente, não vê motivo para se interessar? Não é por falta…
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Entre fato e opinião
A turma entra falando alto. Não é novidade. As conversas atravessam a sala sem direção. Risadas no fundo, comentários perto da janela, cadeiras arrastando ao mesmo tempo. Ninguém parece pronto para começar, mas todos já estão ocupados. Espero alguns segundos. Não muitos. O suficiente para ver se o silêncio aparece sozinho. Não aparece. Uma estudante…
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Um café com silêncio
Entrei naquele café público, uma espécie de cafeteria com um espaço de co-working, na tentativa de encontrar alguma tomada para o meu celular. Uma necessidade quase visceral nos tempos atuais. Uma bateria descarregada em um lugar desconhecido traz uma forte sensação de desemparo: sem acesso aos aplicativos de geolocalização, me perder nas ruas de Santiago…